Comprar um carro financiado continua sendo uma realidade para muitos brasileiros. Em 2026, o financiamento de veículos segue como uma das principais formas de aquisição, principalmente para quem não consegue pagar o valor total à vista.
Mesmo sendo comum, essa modalidade de crédito exige atenção. Juros, prazo, valor de entrada e custo total fazem muita diferença no quanto o carro vai custar no final.
Como funciona o financiamento de carro
No financiamento, uma instituição financeira paga o valor do veículo ao vendedor, e o comprador devolve esse valor em parcelas mensais, com juros.
Durante o contrato:
- o carro fica no nome do comprador;
- o veículo permanece alienado ao banco;
- a liberação total ocorre somente após a quitação das parcelas.
Esse modelo é conhecido como Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e é o mais utilizado no Brasil.
O financiamento de veículos em 2026
Mesmo com juros mais altos nos últimos anos, o financiamento de veículos continua em alta. Dados divulgados pela B3 mostram que o volume de contratos segue elevado, principalmente para carros usados e seminovos, que costumam ter preços mais acessíveis.
Segundo levantamento divulgado pela imprensa econômica, o financiamento de veículos atingiu o maior volume dos últimos anos.
Financiamento de veículos atinge maior volume em 18 anos
Juros e custos do financiamento
A taxa de juros é um dos principais pontos de atenção no financiamento de um carro. Ela varia de acordo com o banco, o perfil do comprador, o prazo e o valor de entrada.
De acordo com dados do mercado financeiro, a taxa média de juros para financiamento de veículos gira em torno de 1,8% ao mês, podendo ser menor em bancos ligados a montadoras e maior em bancos tradicionais.
Veja as taxas médias de juros para financiamento de veículos
Além da taxa de juros, é fundamental observar o Custo Efetivo Total (CET), que inclui:
- juros;
- IOF;
- tarifas administrativas;
- seguros embutidos no contrato.
Qual a importância da entrada no financiamento
Dar uma entrada maior ajuda a reduzir o valor financiado e, consequentemente, os juros pagos ao longo do contrato.
Em muitos casos, uma entrada entre 20% e 30% do valor do carro já melhora bastante as condições do financiamento. Contratos sem entrada costumam ter parcelas mais altas e custo final maior.
Cuidados antes de financiar um carro
Antes de assinar o contrato, é importante analisar alguns pontos:
- comparar propostas de diferentes bancos;
- avaliar o valor total pago ao final do contrato;
- verificar se a parcela cabe no orçamento;
- considerar custos extras como IPVA, seguro e manutenção.
Financiar um carro sem planejamento pode comprometer o orçamento por vários anos.
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*Este conteúdo é informativo e não substitui uma análise financeira individual. Antes de contratar um financiamento, compare condições e avalie seu orçamento.